Entrevista com Berta Fernández, Diretora de Qualidade da Ñaming

O que é a atmosfera protetora ou modificada?
A atmosfera protetora — também conhecida como atmosfera modificada (MAP) — é uma técnica que substitui o ar no interior da embalagem por uma mistura natural de gases inócuos, os mesmos que respiramos todos os dias: azoto e dióxido de carbono. A sua função não é simplesmente conservar, mas proteger o alimento contra o desenvolvimento microbiano e manter a sua qualidade sanitária, frescura e sabor durante mais tempo, sem recorrer a conservantes químicos.

“Não é um truque industrial, é uma garantia de segurança alimentar”, explica Berta Fernández.
“Permite que o consumidor desfrute de um produto fresco, seguro e com a mesma qualidade no dia em que é produzido e no dia em que é consumido.”

Os benefícios, um a um

  1. Segurança e qualidade sanitária garantidas
    O principal objetivo da atmosfera protetora é evitar o desenvolvimento de bactérias e bolores responsáveis pela deterioração dos alimentos. Isto traduz-se num produto mais seguro, com menor risco microbiológico e uma vida útil mais estável.
  2. Frescura que se mantém
    Ao eliminar o oxigénio, reduz-se a oxidação e preservam-se a cor, a textura e o sabor natural dos ingredientes: pão, fiambre, frango, molhos ou vegetais. O resultado é uma sanduíche que continua a saber tão bem como no dia em que foi preparada.
  3. Sem conservantes adicionados
    A atmosfera protetora permite manter a segurança e a frescura sem necessidade de adicionar aditivos ou conservantes. É uma forma natural de conservação, aprovada e regulamentada pela União Europeia e pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).
  4. Sustentabilidade real
    Ao prolongar a vida útil do produto, reduz-se o desperdício alimentar, gerando benefícios económicos e ambientais. Menos produtos descartados significam maior sustentabilidade ao longo de toda a cadeia.

E o que acontece se não for utilizada atmosfera protetora?

“Embalar sem atmosfera protetora representa um risco sanitário, especialmente em produtos com maior vida útil”, alerta a Diretora de Qualidade.
“O ar que respiramos contém oxigénio e humidade, fatores que favorecem o desenvolvimento de microrganismos. Num produto fresco como uma sanduíche, sem esta proteção, as bactérias podem multiplicar-se em poucas horas, comprometendo a segurança alimentar.”

A embalagem sem gases protetores pode acelerar a degradação do pão, a alteração da cor dos ingredientes e até o aparecimento de odores indesejáveis. Por isso, em produtos refrigerados e prontos a consumir, não utilizar atmosfera protetora representa um risco evitável.

A experiência da Ñaming

A Ñaming desenvolveu, após anos de estudo, a combinação exata de gases mais adequada para cada tipo de ingrediente — vegetais, carnes, pescados ou molhos — garantindo a máxima qualidade sanitária e organolética (sabor, aroma e textura).

“Cada mistura é concebida a pensar na segurança e no sabor”, explica Fernández.
“O consumidor não o percebe, mas por detrás existe um processo muito preciso que nos permite oferecer produtos frescos, seguros e sustentáveis.”

Em resumo

  • Natural e segura: mistura de gases inócuos (azoto e CO₂).
  • Garantia sanitária: evita bactérias e fungos sem conservantes.
  • Frescura prolongada: sabor e textura como acabados de preparar.
  • Mais sustentável: menos desperdício alimentar.
  • Segurança garantida: reduz os riscos de deterioração ou contaminação.

Na Ñaming, entendemos a atmosfera protetora não como um elemento industrial adicional, mas como uma camada invisível de segurança e frescura que protege aquilo que realmente importa: a saúde do consumidor e a qualidade do produto.
Noticia Aneda Octubre